Prótese de silicone precisa mesmo ser trocada a cada 10 anos?

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Prótese de silicone precisa mesmo ser trocada a cada 10 anos?

Não necessariamente. As próteses de silicone modernas não têm um prazo de validade fixo. A regra de trocar a cada 10 anos, muito repetida no passado, deu lugar a uma orientação mais individual: a prótese pode permanecer enquanto estiver íntegra, sem sintomas e com um resultado que agrade à paciente. A troca é indicada quando surge um problema, como ruptura ou contratura capsular, ou por desejo de mudança. O que é indispensável é o acompanhamento regular com a cirurgiã plástica e os exames de imagem.

Neste artigo, a Dra. Andréa Carneiro Mariz, cirurgiã plástica em João Pessoa, explica de onde veio a ideia dos 10 anos, quais exames monitoram a prótese e quais sinais merecem atenção.

De onde veio a regra dos 10 anos?

As primeiras gerações de implantes tinham envoltórios menos resistentes e um gel mais líquido, o que tornava a ruptura mais frequente com o passar dos anos. Por isso, durante muito tempo, a troca preventiva por volta dos 10 anos foi uma recomendação comum.

Os implantes atuais são fabricados com camadas mais resistentes e gel de silicone coesivo, mais firme, que tende a manter sua forma mesmo em caso de dano ao envoltório. Com essa evolução, a troca deixou de ser feita apenas pela data da cirurgia e passou a depender da avaliação de cada caso.

Isso não significa que a prótese dure para sempre. Ela é um dispositivo médico que pode sofrer desgaste com o tempo, e a chance de precisar de uma nova cirurgia em algum momento da vida existe. Por isso o acompanhamento é tão importante.

Quais exames monitoram a integridade da prótese?

Muitas alterações da prótese não causam sintomas. É o caso da chamada ruptura silenciosa, em que o gel permanece dentro da cápsula que o corpo forma ao redor do implante. Por isso, os exames de imagem fazem parte do cuidado de quem tem silicone:

  • Ressonância magnética das mamas: é considerada o exame mais preciso para avaliar a integridade da prótese e identificar rupturas, inclusive as silenciosas.
  • Ultrassonografia das mamas: muito utilizada no acompanhamento, é acessível, não usa radiação e também ajuda a avaliar o implante e a presença de líquido ao redor dele.
  • Mamografia: é o exame de rastreamento do câncer de mama e continua indicada de acordo com a idade e o histórico de cada mulher, mesmo com prótese. Ela é feita com técnicas específicas para quem tem implante, mas não é o melhor exame para avaliar a integridade da prótese.

Orientações internacionais, como as da agência americana FDA, sugerem que mulheres sem sintomas façam o primeiro exame de ultrassom ou ressonância cerca de 5 a 6 anos após a cirurgia e, depois, a cada 2 a 3 anos. A periodicidade ideal para você deve ser definida pela sua cirurgiã, considerando o tipo de implante, a sua idade e o seu histórico.

Faz tempo que você colocou prótese e não sabe se precisa de exames? Fale com a equipe da Dra. Andréa pelo WhatsApp e agende uma avaliação.

Sinais que indicam a necessidade de troca ou retirada

Procure avaliação médica se perceber qualquer uma destas alterações:

Contratura capsular

Todo implante é envolvido por uma cápsula de tecido cicatricial, o que é normal. Na contratura capsular, essa cápsula fica mais espessa e se contrai, apertando a prótese. Os sinais mais comuns são:

  • mama mais endurecida ao toque;
  • mudança de formato, com a mama mais arredondada ou “alta”;
  • deslocamento da prótese;
  • desconforto ou dor, nos casos mais avançados;
  • diferença nova entre um lado e o outro.

Nos graus mais leves, pode haver apenas acompanhamento. Nos casos em que há dor ou deformidade, geralmente é indicada a cirurgia para retirar a cápsula e trocar ou remover o implante.

Ruptura da prótese

Muitas vezes, a ruptura não dá sinais e só é descoberta em exames. Quando há sintomas, eles podem incluir:

  • mudança no formato ou no tamanho da mama;
  • nódulos ou áreas endurecidas;
  • dor, sensibilidade ou inchaço;
  • sensação de que a mama “murchou” ou ficou irregular.

Diante de uma ruptura confirmada, a orientação costuma ser a retirada da prótese danificada, com colocação de um novo implante ou não, conforme o desejo e a avaliação de cada paciente.

Outros sinais que merecem atenção

  • Aumento súbito de volume ou inchaço em uma das mamas, especialmente anos após a cirurgia, pode indicar acúmulo de líquido e deve ser investigado.
  • Dor persistente sem causa aparente.
  • Alterações de pele, vermelhidão ou nódulos na mama ou na axila.

Esses sinais nem sempre significam um problema grave, mas precisam de avaliação médica para que a causa seja identificada.

Quando a troca é uma escolha, e não uma necessidade

Além das indicações médicas, algumas mulheres decidem trocar a prótese por motivos pessoais: mudança no corpo após gestação ou emagrecimento, desejo de um volume diferente ou queda das mamas com o passar dos anos. Nesses casos, a cirurgia mamária secundária permite trocar o implante e ajustar o resultado, podendo ser associada à mastopexia quando há excesso de pele.

Há também quem prefira não ter mais prótese. O explante mamário é a retirada dos implantes, que pode ser feita com ou sem remodelação das mamas.

Quem mora em João Pessoa, Cabedelo, Bayeux, Santa Rita ou em outras cidades da Paraíba pode fazer a avaliação no consultório, em Miramar. Agende pelo WhatsApp.

Perguntas frequentes

A prótese de silicone tem prazo de validade?

Os implantes modernos não têm uma data fixa para serem trocados. Eles podem permanecer enquanto estiverem íntegros e sem sintomas, desde que a paciente faça o acompanhamento recomendado.

Quais exames devo fazer depois de colocar silicone?

A ressonância magnética e a ultrassonografia são os exames usados para avaliar a prótese. A mamografia continua indicada para o rastreamento do câncer de mama, conforme a idade. A frequência deve ser definida pela sua cirurgiã.

Posso fazer mamografia tendo prótese?

Sim. O exame é feito com técnicas específicas para quem tem implante. Avise o serviço de imagem que você tem prótese antes do exame.

A ruptura da prótese sempre causa sintomas?

Não. Muitas rupturas são silenciosas e só aparecem nos exames de imagem, por isso o acompanhamento periódico é importante mesmo sem sintomas.

O que é contratura capsular?

É quando a cápsula de tecido que o corpo forma ao redor da prótese fica mais espessa e se contrai, deixando a mama mais dura, com formato alterado e, em alguns casos, dolorida.

Se a prótese estiver bem, preciso trocar mesmo assim?

Em geral, não. Se os exames estão normais, não há sintomas e você está satisfeita com o resultado, a troca não é obrigatória apenas pelo tempo de uso.

Conclusão

A prótese de silicone não precisa ser trocada automaticamente a cada 10 anos, mas também não deve ser esquecida. Com consultas periódicas e exames de imagem, é possível acompanhar o implante com segurança e agir no momento certo, se surgir alguma alteração. Saiba mais sobre a prótese de silicone em João Pessoa e, se está pensando em colocar, veja também como escolher o tamanho ideal do silicone.

Para agendar sua avaliação com a Dra. Andréa Carneiro Mariz, fale com a equipe pelo WhatsApp ou acesse a página de contato.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. A indicação de exames e de qualquer cirurgia depende de avaliação individual.

Dra. Andréa Carneiro Mariz

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